produto
Extension Solution
fundação solidaridad
app e painel web
2018 até hoje
papel
designer de interface no produto em lançamento, evoluindo para coordenação do time de produtos
frentes
manutenção e evolução das interfaces do aplicativo e do painel administrativo, sistema de UI e linguagem visual, pesquisa de campo com técnicos, priorização e acompanhamento das melhorias contínuas
utilização de ia
todo o projeto foi criado sem utilização de inteligência artificial
O Extension Solution é um aplicativo de assistência técnica e extensão rural, lançado pela Fundação Solidaridad em dezembro de 2018. O usuário é o técnico extensionista: ele coleta dados do produtor durante a visita, online ou offline, e recebe de volta um diagnóstico e um plano de ação gerados automaticamente.
O produto tem duas faces. O aplicativo é a ferramenta de campo, usada na propriedade e muitas vezes sem conexão de rede. O painel administrativo web é a face de escritório, onde os dados coletados via app voltam em forma de acompanhamento e relatórios.
2017
ANTES DA MINHA ENTRADA NO TIME, PRODUTO EM IDEAÇÃO
O produto nasceu de um Innovation Lab facilitado pela Onda em outubro de 2017, antes da minha entrada no time. Sete extensionistas da América Latina e da África foram entrevistados, e dessas conversas saíram as personas que guiaram os primeiros desenhos. O Lab terminou com jornadas de usuário e protótipos em papel votados pelo próprio grupo.
As restrições vieram todas do campo. Em várias regiões o produtor não tem acesso à internet e, em casos extremos, nem telefone, o que tornou o funcionamento offline uma condição do produto e não uma funcionalidade. O número de visitas por dia deixa pouco tempo disponível para o técnico em cada propriedade, então cada tela precisa pedir o mínimo de digitação possível. A recomendação que fechou o relatório do Lab é a que mais pesa na interface até hoje: a tela não deve carregar muita informação nem muitos botões.
2018
ENTRO NO TIME COMO DESIGNER DE INTERFACE
A entrada no time foi em março de 2018, com o produto recém-lançado. Os testes de usabilidade com os técnicos já estavam em curso e o meu trabalho começou por eles: acompanhar as sessões pelo interior de São Paulo (Assis, Araçatuba, Barra Bonita, Piracicaba, Jaú e outras cidades), ver onde o extensionista travava e levar isso de volta para a interface.
Do ponto de vista de desenvolvimento, adotamos a metodologia de melhoria contínua para o produto. Então, ao longo desses anos, ele passou (e continua passando) por mudanças e adaptações para sempre estar de acordo com a necessidade do campo e alinhado com as tecnologias disponíveis. As mudanças ilustradas abaixo são exemplos dessa metodologia.
mudança 01 · a tela inicial
O protótipo em papel do Lab propunha uma home de boas-vindas, com meta da semana, vídeo novo e indicadores. A primeira versão em produção, anterior à minha entrada no time, resolveu isso como três blocos de contadores empilhados: produtores a avaliar, visitados nos últimos 30 dias e tarefas em aberto. A versão atual reorganiza a home em torno de três perguntas: "em que estágio estão os produtores da minha carteira?", "de quantos produtores eu ainda não fiz a coleta?" e "quantas e quais tipos de interações eu já fiz nos últimos tempos?".
status de sincronizaçãoA condição offline do produto virou informação visível no cabeçalho: o técnico sabe se o que coletou já subiu, e se ainda não subiu, ele pode atualizar a sincronização quando estiver em um local com rede.
carteira por nívelA leitura da home deixou de ser contadores soltos e passou a mostrar em que estágio está cada produtor da carteira.
mudança 02 · a coleta de dados
A coleta foi a prioridade número um votada no Lab, e o protótipo em papel já a resolvia como um checklist de temas em uma tela só, tudo à vista, com botões de finalizar e gerar plano de ação no fim da mesma tela. A primeira versão em produção manteve a lógica de tela cheia, começando pela escolha do formulário de avaliação. O problema vinha depois: um questionário longo, disputando a atenção do técnico com o produtor e sem indicação de onde ele estava ou quanto faltava pra acabar o questionário. A versão atual quebra o questionário em uma pergunta por tela, com barra de progresso no topo, opções em alvos grandes e a possibilidade de pular a questão. Menos digitação, menos leitura por vez e o técnico sabendo quanto falta.
botão pularPular uma pergunta deixou de custar o questionário inteiro: o técnico segue com outras perguntas e envia o que conseguiu levantar na visita.
barra de progressoA barra no topo responde em campo a pergunta que aparecia nos testes, quanto ainda falta para completar o questionário.
ajuda por perguntaO ícone de informação permite explicar a pergunta ao produtor sem sair da tela nem interromper o preenchimento.
2020
ME TORNO ESPECIALISTA EM UX/UI
Estruturar a linguagem visual foi um trabalho de seleção e padronização: escolher, entre acervos diferentes, um conjunto de ícones e fontes que se sustentasse como família e compusesse todas as áreas do produto. Um produto em melhoria contínua há sete anos só se mantém coerente se essas decisões forem tomadas e reaplicadas com consciência.
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O mapa de navegação é o documento que sustenta as duas faces. Ele lista cada tela, de onde se chega a ela e para onde ela leva, antes de qualquer decisão de layout. Serve para achar caminho sem saída, tela duplicada e profundidade excessiva enquanto ainda é barato mudar, e é o que o time de desenvolvimento consulta para saber o que existe.
A jornada do usuário e a necessidade de uso aparecem em dois contextos com exigências opostas. No campo é a vez do aplicativo: a coleta acontece com campos de alvos grandes e o mínimo de digitação, o aparelho na mão do técnico extensionista, que dá feedback ao vivo para o produtor. No escritório é a vez do computador: a leitura é de conjunto do que foi coletado em campo, listas, filtros, comparação entre produtores e exportação de relatórios. Manter as duas faces reconhecíveis como o mesmo produto, sem forçar a interface do campo dentro da tela do computador, é o principal trabalho de sistema deste projeto. Abaixo, parte dos principais fluxos do aplicativo e exemplos de tela do painel administrativo.
O painel administrativo foi construído com base no CoreUI, uma biblioteca pronta de componentes administrativos. A decisão vem de uma leitura de prioridade: o painel é ferramenta interna de escritório da equipe, usada por quem já conhece a metodologia do trabalho. Essa decisão permite que o esforço de design de interface fique onde precisamos de mais resultado: no aplicativo, na mão do técnico em campo.
No painel administrativo, focamos esforços na arquitetura da informação: quais telas existem, o que cada perfil de acesso vê (permissionamento) e como o dado coletado na visita pelo app chega ao relatório que o projeto entrega ao cliente.
2024
ASSUMO A COORDENAÇÃO DE PRODUTOS
Cada projeto tem um ciclo de vida e por isso os números oscilam de um ano para o outro. A quantidade de projetos ativos não indica crescimento ou queda do produto. A medida de sucesso que nos interessa está além dela: é o impacto na vida de cada produtor que passa a trabalhar com melhores práticas por causa da nossa solução.
2023
projetos ativos
novos produtores cadastrados
produtores impactados
interações criadas
tarefas criadas
cadeias
cana
café
soja
pecuária
cacau
mate
laranja
palma
países
argentina
bolívia
brasil
colômbia
paraguai
peru
uruguai
2024
projetos ativos
novos produtores cadastrados
produtores impactados
interações criadas
tarefas criadas
cadeias
cana
café
soja
pecuária
cacau
mate
laranja
palma
países
argentina
brasil
colômbia
méxico
paraguai
peru
uruguai
2025
projetos ativos
novos produtores cadastrados
técnicos usando o app
interações criadas
tarefas concluídas
cadeias
cana
café
soja
pecuária
cacau
mate
laranja
palma
países
argentina
brasil
colômbia
méxico
paraguai
peru
uruguai
A vida de um produto não pode ser baseada apenas em insights de início de jornada. Quando a gente fala em melhoria contínua, são os anos seguintes, em que cada melhoria precisa conviver com o que já existe e com quem já aprendeu a usar do jeito antigo. Sete anos no mesmo produto, entrando como executora e chegando à coordenação, deslocaram a pergunta de trabalho de menos "como esta tela deveria ser?" para mais "com tudo o que aprendemos e estamos vendo na prática: o que entra agora, o que espera e o que não vale o custo de mudar?"
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